Partindo dessa lógica quis expressar-se profundamente. Tendo como humano os 7 prováveis bilhões que sentiam dos mais variados sentimentos. Ele, que queria ser artista, dessa vez tentava através de palavras; ele que não era escritor.
Seu sentimento humano a ser profundamente expressado foi rapidamente escolhido. Sendo um dos 7, aceitou todo e qualquer sentimento como real, pelo menos para alguns dos 7.
Seu sentimento humano a ser profundamente expressado foi rapidamente escolhido. Sendo um dos 7, aceitou todo e qualquer sentimento como real, pelo menos para alguns dos 7.
Sabendo quem nem todos escreviam, aceitou como óbvio que dificilmente todos os sentimentos seriam sequer um dia expressados na arte escrita, e assim teve para si mesmo mais um motivo para expressar aquilo que sentia, mas ao mesmo tempo sentiu também uma grande responsabilidade de expressar-se não apenas por si mesmo, mas para muitos daqueles que apenas liam.
Escrever, passou a entender, não era algo tão simples. Pois se para quem lesse não tivesse apenas o interesse naquela pessoa que escrevia, o sentimento expressado deveria, ao menos, ser muito próximo da possibilidade de ser compartilhado por vários outros daqueles que viviam e sentiam.
Se ele que não era escritor, pensando como aquele que não escreve, pudesse escolher alguém para amar, mesmo que voluntariamente apenas em prol daquele que lê, facilmente chegou à conclusão que a pessoa a quem amaria seria perfeita se escrevesse.
Assim, o escritor voluntário se declara eternamente apaixonado por aquela que escreve. Não aquela que escreve como ele, mas aquela que realmente é escritora e domina a arte da escrita.
E assim começa...
Eu que a li todos os dias, todos o seus textos publicados ao lado de sua foto romântica, imagino o mundo de sonhos em que vive, e caio confuso ao não caber em suas palavras.
Imagino todos seu cenários, entro dentro de cada sala. Sinto o perfume de seus vestidos usados, e imagino o tipo de luz que cairia perfeitamente em cada cena narrada.
Imagino todos seu cenários, entro dentro de cada sala. Sinto o perfume de seus vestidos usados, e imagino o tipo de luz que cairia perfeitamente em cada cena narrada.
Mas sei que todo amor, todo romance que pode inventar (ou mesmo se narra experiências próprias), sei que a nenhum deles faço parte.
Afirmo que sei, porém peço também desculpas por minhas dúvidas, pois ainda leio todos os dias na esperança de me reconhecer em seus poemas (e textos aleatórios), e cada um me faz ler cada vez mais.
Afirmo que sei, porém peço também desculpas por minhas dúvidas, pois ainda leio todos os dias na esperança de me reconhecer em seus poemas (e textos aleatórios), e cada um me faz ler cada vez mais.
Não me achar, não me encontrar e nunca ver meu nome citado ou meu rosto e perfil descritos não me faz desistir, pelo contrário, faz com que tente decifrar seus códigos, e no fundo de seus devaneios talvez encontrar alguma pista; e é sempre nas entrelinhas que acho motivos para continuar.
A esperança sempre distorce alguns sentidos, eu sei. Mas por mais que suas palavras possam ser para aquele que não te quer, sei que te querer é o que me faz continuar. Assim como continua a escrever, continuo a me imaginar em suas páginas.
Sei que o meu título ausente deveria conter seu nome, mas se é nas entrelinhas que você se entrega, é por ali também que vou me esconder.
E assim fica, de mim para ti, aquilo que nunca escreveria.
olha só, isso sim é uma linda cantada! :P
ResponderExcluire foi pra mim também, HAHA - aprendiz de escritora.
escreveu bem!
ta na hora de atualiazar, eu acho.
ResponderExcluiradorei esse!!
ResponderExcluircom todas as sutilezas e suas maravilhosas descrições!