sexta-feira, 6 de novembro de 2009

senta aí, fica à vontade...

domingo, 25 de outubro de 2009

e mesmo que não te entendam, que seja chamado de louco, lute pelo que acredita. certo e errado variam com o tempo, cultura ou simplesmente opnião.

sábado, 17 de outubro de 2009

Música

o silêncio, sem nota alguma, é música.
tudo ecoa.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

há risco!

percebi que poderia ser mais simples
nunca gostei de brincar de cruzadinha
há quanto tempo eu nem sei, ou finjo não saber
sou precavido, tudo que falo é com cuidado
e o que não falo evita o maldito resultado

tento o que posso ou deixo de canto
se há chance de falhar fica de lado
sumo e reapareço, mudo e volto eu mesmo
mas do não nunca quis, evito experimentar

a levei pra todo canto
pesquisei tudo que tinha encanto
criei os melhores motivos
do fantástico ao exuberante
de leste a oeste, de norte a sul
todos os repertórios e itinerários

mas nunca pergunto... vá! ela não quer dizer!
isso não escuto, isso não quero saber
deixo sempre a possibilidade do sim viver
e continuo como sempre foi
inventando desculpas pra te ver

domingo, 11 de outubro de 2009

Analisando a rotina de casais

ele adorava quando, cansada ao chegar do trabalho, ela pedia pra preparar a massagem pra depois do banho.
ele abria as pernas e a deixava sentar. na tv aquele seriado engraçado, e ele, também já banhado, cheirava ao mesmo shampoo.
o engraçado pra ele era não saber. se ela queria mesmo massagem ou se era só pretexto.
porque tudo começava com a massagem... aliás, tudo começava com os cabelos: ele colava seu rosto nela, e acariciava seus cabelos com a ponta do nariz.
na verdade ele não sabia se eram os cabelos ou a massagem...
suspeitava do perfume. mas como disse, era só shampoo. e o mesmo que o dele... não podia ser o shampoo.
mas tudo começava ali: não demorava muito pra perder seus sentidos ao inalar seu perfume. seu shampoo. e olha que ela não era fiel a nenhuma marca.
talvez fosse mesmo a massagem. ele adorava massagem.



sábado, 10 de outubro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

a liberdade não nasce em pares.
então não segure mãos por aí, não ande de mãos dadas com estranhos. não perca tempo com isso.
quantos lugares permanecerão escuros aguardando o brilho de sua chegada?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

contraste


pensei em usar suas cores como inspiração. seu vermelho paixão, seu azul frio intenso...
sua insistência em forma de pontilhismo despertou-me vontade de insistir também.
mas não, soaria falso. minha memória é boa, mas não é capaz de recriar sentimentos.
se não o guardo comigo, aguardarei ansioso sua chegada. não vou cantar sua jornada,
mas sei que vem.


terça-feira, 22 de setembro de 2009


deu no jornal que o mundo acabaria, nessa mesma noite acabaria. um meteoro, uma explosão, um branco intenso e gritos de dor. se houve correria não vi: quem estava em casa não quis sair. mas em pouco tempo perdi o medo, percebi que era um grande fim. nada de susto repentino ou luta contra um câncer, mas um espetáculo magnífico sem deixar nada para trás. ela estava ali comigo, como há muito esteve ali. mas agora eu não tinha medo e ela sorria para mim. segurei-a em meus braços, me aproximei e a beijei . fechei meus olhos em puro sonho, e a luz virou calor. pude ver seus olhos reluzindo vermelho intenso. em plena alegria tive certeza: é um final feliz. no céu vermelho uma única estrela, em meus braços o sentido da vida. com a explosão caímos ou nos jogamos no chão. trovão e música celeste, pensei ouvir em meio ao estrondo. não senti medo. ri de rolar, em êxtase sobrenatural. mas não doeu, ou não morri. abri meus olhos e vi: estrela em pedaços numa lenta queda. o céu vermelho em fogo, sirenes e gente esperneando.

não acabou, olha pra mim! não era! esse não era o fim!
ela sorriu e me apertou, rolou comigo e brincou:
"então aprende a beijar se não acabou!"

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

luz e sombra

por algum tempo, e diversas vezes, tentei lembrar como era.
acabei mudando a tática. passei a tentar lembrar como sentia.
e senti. me emocionei e recriei as grandes histórias em minha mente.

percebi que não queria detalhes das grandes batalhas.
queria apenas ouvir os artistas que criaram no esplendor das vitórias.
percebi, no entanto, que a luz mais bela é a que se infiltra em
abismos assombrosos, que atravessando toda aquela escuridão mergulhada em profundo silêncio traz uma linda melodia ao tocar a água quando esperávamos vê-la morrer.

de repente vi o lago vibrar e se iluminar, como se a água tivesse luz própria, mas que havia desistido de iluminar pela ausência de expectador.
você consegue ouvir? estou quase dançando com a melodia...
não consegue ouvir?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ovelhas

O mundo é grande demais pra você.
Sua vida é curta demais para descobrí-lo.
E outra, você está em desvantagem.
Sua meta não pode ser descobrir o mundo.
Primeiro precisa descobrir como desligar a cerca elétrica.
Sua comida está logo ali, mas com a cerca...

Há vinte e uma ovelhas nesta foto.
Apenas a vigésima primeira olha pra você.
A maioria discute como transpôr a cerca.
Algumas apenas olham e caminham.
Duas já desistiram do banquete, comem o que lhes resta.
Você tem a visão ampla de tudo.
Você sonha é com o resto do mundo.
Mas a vigésima primeira tem dó de você.

sábado, 12 de setembro de 2009

celebrando o erro ocultado, ou a decisão contrária ao raciocínio próprio, ponho mais preto e dessaturo cores de esperança falsa. como aquele que é contra um final bonito em dramas.
para aquele que viu a.i. e descordou do fim.
nego e forço a barra. mas não mascaro o breu, não o faço ensolarado.
tem foto que sai meio escura, mas tem lugar que não bate sol.