Empregando cada vez mais força ele podia sentir os pequenos ossinhos de sua mão sendo massacrados. O sangue que escorria já não podia dizer se era dele ou dela. Sua mão doía tanto que duvidava que ela se machucava como ele quando aplicava outro e outro golpe. Os músculos de seu braço já quase sem força se contorciam.
Mas não mais que os músculos de seu rosto. Eles sim agora trabalhavam como nunca antes. Seu rosto era a parte de seu corpo que onde mais se concentrava energia, toda força empregada para fazer aquelas caretas eram no mínimo duas vezes mais que a força destinada aos seus braços e punhos. A cada golpe, cada pancada, seu rosto sofria com o esforço empregado. Cada vez que espirrava suor ele se sentia fraco mediante a tamanho esforço. O suor que escorria da testa para os seus olhos o irritavam mais que o sangue em suas mãos.
Então fechou os olhos. E de olhos fechados ele lembrou da beleza que o levou àquele esforço físico tão grande. O rosto dela brilhava na luz da lua como se fosse o destino certo do astro noturno. Seus cabelos exalavam um combustível que incendiava todas as partes de seu corpo. Era ela, a deusa daquela noite. Ele não precisava pensar à respeito, pois toda a luz que um dia existiu apontava apenas para ela. Não havia dúvidas.
Adorei, disso eu sei!
ResponderExcluirMas ainda estou pensando sobre... rs
Gostei do ritmo, mas fiquei sem saber o que imaginar...
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